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missoes

Ouve:
de perto,
de longe,
de muito longe, chega o clamor.

De nossa terra,
de outras terras.
Em nossa língua,
em outras línguas:

“Queremos luz!
- é o grito das nações pagãs
que vem atravessando o imenso mar.”

Lembra:
desde o princípio,
há milênios,
dia após dia,
chega a voz do alto:

“Quem há de ir por nós?
Como invocarão aquele em quem não creram?
Como crerão naquele de quem não ouvirem falar?
Como ouvirão, se não há quem pregue?
Como pregarão, se não forem enviados?”

Pensa:
lá fora está o campo imenso,
tão branco, que esperar não pode.
Lá estão os que obedeceram,
os que disseram:

“Eis-me aqui.”

São poucos,
são muito poucos.
São frágeis,
são muito frágeis.

Ouve,
lembra,
pensa,
sente e responde:

“Tudo quanto nos ordenaste faremos,
e aonde quer que nos enviares iremos.”

É uma ceifa,
é uma guerra.
E eu fui,
tu foste,
nós fomos convocados:

para ceifar,
para batalhar,
para apressar a volta do Redentor.

Ouve o clamor que vem de perto,
o grito que vem de longe,
em nossa língua,
em outras línguas.

Ouve o clamor dos perdidos,
dos condenados,
dos sem-esperança,
dos que caminham para a morte:

“Queremos luz!
- é o grito das nações pagãs
que vem atravessando o imenso mar.”

Ouve a interrogação que vem do alto:

“Morri, morri na cruz por ti;
que fazes tu por Mim?”

É hora de ceifar.
É tempo de batalha.
Na guerra santa contra o pecado,
aquém do Jordão, quem ousa ficar?
Quem ousa dormir, deixando que lutem
sozinhos lá fora os que obedeceram?

Eu fui,
tu foste,
nós fomos convocados.

Nesta hora decisiva,
só há uma atitude a tomar,
um hino a repetir:

“Sim, marchar avante!
Todos seguindo a divinal bandeira!
Sim, marchar avante! Unidos, firmes no avançar!
Glória, glória, eis que canta a multidão!
Consagrai-Lhe todo o vosso coração, pra Jesus obedecer!
E, ao cumprir o seu querer,
entoai louvores altos! Avançai!”

É hora de responder
com os lábios,
com o coração,
com os bens,
com a própria vida:

“Tudo quanto nos ordenaste faremos,
e aonde quer que nos enviares iremos.”

Lembra-te do clamor de perto,
de longe,
de nossa terra,
de outras terras,
em nossa língua,
em outras línguas:

“Queremos luz!”

Ouve a interrogação que vem do alto:
“Morri, morri na cruz por ti;
que fazes tu por Mim?”

Ouve,
lembra-te,
pensa,
sente e responde
com tua oração,
teus bens
e tua vida:

“Eis-me aqui!”

Myrtes Mathias

4 Comentários para “Só há uma resposta!”

  1. maria luiza disse:

    ME SENTI NO MEIO DA POSIA!!!!!QUE LINDA!!!!!!!!!!!!!

  2. Maria Luiza, que Deus seja abençoado por meio desta poesia!

  3. Stephany Andrade disse:

    Esse poema é lindo adorei
    vou passar para as meninas

  4. Stephany, que bom que você gostou!