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O dia do nosso nascimento é uma data muito especial. Tanto é que costumamos comemorá-la anualmente.
Neste artigo, vamos tratar de um nascimento muito importante. Aliás, ele é tão importante que chega a dividir a História. Refiro-me ao nascimento de Jesus, o mais especial de todos os nascimentos e que é comemorado todos os anos no dia 25 de dezembro.

A plenitude dos tempos

O apóstolo Paulo, escrevendo aos gálatas, afirmou: “…mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho…” (4.4a). Você sabe o que isso quer dizer? Bem, muitos teólogos e historiadores entendem que o tempo do nascimento de Jesus foi muito favorável. Isso porque a Palestina, região onde Jesus nasceu e viveu, estava sendo dominada pelo famoso Império Romano, que unia toda a região do Mediterrâneo (o mundo conhecido daquela época), garantindo paz e segurança aos seus súditos e ainda permitindo que os povos dominados mantivessem seus próprios cultos. A língua falada em toda parte era o grego, o que facilitava a comunicação. Enfim, era um tempo de progresso e unidade, em que estava acontecendo um tipo de “globalização”.

O judaísmo era a religião dos que viviam na Palestina e de muitos judeus que estavam espalhados por várias regiões do Império. Portanto, era a religião de Jesus e de seus discípulos. Uma religião com uma história muito rica e com alto padrão moral, ainda que cheia de rituais nem sempre praticados com entendimento e amor.

Jesus foi identificado pelos seus discípulos como o Messias (Cristo), tão aguardado pelos judeus, aquele que viria para libertá-los politicamente. Mas a libertação que Jesus veio trazer não foi política, mas sim uma libertação muito maior e bem mais importante: a libertação do poder do pecado, que afasta o homem de Deus. Os judeus não entenderam isso. Em decorrência disso, Jesus foi perseguido e morto. Mas, de qualquer forma, o desenvolvimento do cristianismo foi muito beneficiado por essas condições políticas, econômicas e religiosas.

a.C/d.C.

Você já viu isso nas aulas de História, não é? Pois bem, a.C. significa antes de Cristo, e d.C., depois de Cristo. Isso quer dizer que o nascimento de Cristo não foi apenas mais um fato histórico como tantos outros. Pelo contrário, ele foi tão importante para a humanidade, que a História passou a ser contada de novo. Nenhum líder político ou religioso, por mais poderoso que tenha sido, conseguiu tal façanha.

O calendário cristão, contudo, tem um erro que só foi percebido muito tempo depois. É provável que Cristo tenha nascido entre os anos 6 e 4 a.C. Mas isso não alterou em nada o significado da sua vida para a História.

Um fato é indiscutível e, em 2000, chegou a ser o tema para a Convenção Batista Brasileira: Cristo é a Rocha dos Séculos! Sim, ele tem sido para a humanidade muito mais do que um marco em seu calendário. Ele tem salvado muitas vidas e, aos que o aceitam como Salvador, tem dado a certeza da vida eterna com Deus. Vale a pena edificar a vida sobre ele.

Muitos têm divulgado o início de uma “Nova Era” a partir do século XXI, afirmando que não há mais espaço para o domínio de Cristo no mundo. Estejamos atentos para não nos deixarmos levar por essas influências. Todos os que pretenderam ser maiores que Cristo já passaram. Ele, porém, foi, é e será eternamente, pois é o próprio Deus.

Cristo e cristianismo

Em Antioquia, pela primeira vez os discípulos foram chamados de cristãos, conforme Atos 11.26. A palavra cristãos significa “os seguidores de Cristo” e, como a situação era de perseguição, não tinha um significado muito positivo. Só que, para os discípulos, o fato de serem chamados assim foi motivo de muita alegria, pois mostrava que as pessoas achavam que eles eram parecidos com Cristo. Mesmo que isso significasse perseguição, eles estavam felizes por estarem cumprindo sua missão. Será que hoje, em nossa casa, na vizinhança, na escola e na própria igreja as pessoas acham que somos parecidos com Cristo? Será que as nossas palavras, ações e atitudes estão de acordo com o que ele ensinou enquanto viveu neste mundo?

Uma das marcas da autoridade de Jesus Cristo, reconhecida até mesmo por aqueles que não são cristãos, é a coerência. Isso significa que havia harmonia entre aquilo que ele falava e o que ele fazia. Jesus pregava, curava, ensinava, tinha amigos e familiares, mas tanto em seu ministério, quanto em seus relacionamentos, ele sempre tinha o mesmo objetivo: salvar a humanidade por meio do seu amor, que o levaria a morrer por ela.

Hoje, Cristo quer que a humanidade o conheça por nosso intermédio. No entanto, o que mais tem atrapalhado o testemunho dos cristãos ao longo desses anos é o fato de que muitos só falam e não fazem, ou então falam uma coisa e fazem outra. Isso é muito sério. Nosso testemunho cristão só irá convencer alguém se nossas atitudes demonstrarem coerência com nossas palavras.

As pessoas à nossa volta estão sempre muito atentas ao nosso comportamento e exigem de nós coerência. Você se considera uma pessoa coerente?

Concluindo

Jesus Cristo é o dono do Universo. Que presente podemos dar a alguém tão poderoso, conforme já questionava o salmista (Sl 116.12)? Se pensarmos em algo material, certamente não haverá presente possível. Mas podemos dar a Jesus o que ele mais quer de nós: nosso amor a ele e aos nossos semelhantes e, sobretudo, a nossa submissão à sua vontade e a nossa entrega ao seu serviço.

No Natal, temos a grande oportunidade de louvar a Deus pelo nascimento de Jesus Cristo, que é o Emanuel, o Deus conosco, o Deus que se fez homem para salvar os homens perdidos.

Neste Natal, dê a Jesus Cristo um presente mais que especial: faça o propósito de viver de um modo que agrade a ele.

Dilaine de Oliveira Pereira
Professora de História

Comentário para “O nascimento que divide a história”

  1. Miriam disse:

    mensagem boa para reflexão.