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Em turma

Lisbela era uma menina linda e delicada. Quando ela chegava ao colégio, com seus lindos cabelos loiros e longos, maquiagem discreta, perfume suave, sapato e roupa de marca, era impossível deixar de olhar para ela. Contudo, apesar do luxo que ostentava, não era uma menina insuportável. Tinha muitos admiradores. Com sua voz doce e seu jeito meigo, ela conseguia tudo o que queria. Todos faziam suas vontades.
É claro que muitos se aproximavam de Lisbela para usufruir do que ela pudesse oferecer: a possibilidade de frequentar sua casa com piscina, de ir a lugares bonitos, de conhecer gente famosa.
Seus pais eram pessoas influentes e viajavam muito a trabalho. Por isso, Lisbela não tinha que obedecer a muitas regras: podia comer, dormir ou sair à hora que bem entendesse. Dinheiro também não era problema para ela. A maioria de seus colegas queria levar a vida que ela levava.
Certo dia, Lisbela chegou ao colégio triste. Joana, então, aproximou-se dela para conversar.
– Oi, Lisbela. Você parece triste…
– Eu? Não é nada, não, mas obrigada por perguntar!
No outro dia, não houve jeito de enganar. Lisbela usava óculos escuros. Um grupo logo a cercou, mas Lisbela conseguiu afastar-se de todos. Joana viu a cena de longe e não quis incomodar. Por isso ficou surpresa ao receber um bilhete de Lisbela, convidando-a para passar a tarde em sua casa.
– Oi, Lisbela, aceito seu convite – disse ela na primeira oportunidade. – Liguei para minha mãe e ela concordou.
– Você tem que pedir permissão à sua mãe para ir a algum lugar? – Lisbela, perguntou surpresa.
– Imagine se vou sair sem avisar meus pais! Eles ficariam preocupadíssimos comigo – respondeu Joana.
– Bem que eu gostaria que meus pais se preocupassem comigo. Penso que, se algo de mal me acontecesse, eles levariam dias para perceber – respondeu Lisbela.
– Mas eles não sabem aonde você vai, com quem sai, a que horas chega?
– Não. Meus pais acham que estão fazendo o melhor por mim, dando-me liberdade para fazer o que eu quiser. Eles não se intrometem no que eu faço ou penso, nem no que eu compro.
– Às vezes eu gostaria de não ter que dar satisfação a meus pais, mas eu sempre acabo obedecendo-lhes – disse Joana.
– Mas o que você faz quando quer alguma coisa e os seus pais não lhe dão? – perguntou Lisbela.
– Tento negociar e explicar meus motivos. Às vezes eles cedem, outras, não. Então, por mais que isso me aborreça, eu procuro aceitar, pois sei que eles querem o melhor para mim. A Bíblia ensina que devemos ouvir a instrução do nosso pai e não desprezar o ensino da nossa mãe. (Provérbios 1.8) Sempre que eu os contrariei, eu me arrependi.
– Percebo que seus pais amam você mesmo. Afinal, eles cuidam de você. Já os meus pais… – e Lisbela começou a chorar.
– O que houve, Lisbela?
– Eu pensei que meus pais estariam de volta de uma viagem para o meu aniversário. Mas recebi uma mensagem dizendo que não chegarão a tempo. Eles me mandaram um vestido caríssimo para eu usar na festa. Meus pais acham que demonstrar amor é me dar presentes caros. Mas eu trocaria o vestido, a festa e tudo o que tenho por atenção e carinho – desabafou Lisbela.
– Nunca pensei que sua vida fosse assim, Lisbela. Olhando para você, todos imaginam que você leva uma vida de princesa, com muitas pessoas a mimá-la.
– Você é que é feliz, Joana. Tem uma família que está por perto e que a ama de verdade! Como eu queria que meus pais estivessem por perto para me orientar. Assim eu saberia que eles se importam comigo de fato. Por ter que decidir tudo sozinha, acabo me sentindo em risco. Há tanta coisa que eu ainda não sei…
– Lisbela, que tal você ir à minha casa em vez de eu ir à sua? Vamos pedir um conselho a minha mãe. Ela pode ajudar você a encontrar uma maneira de dizer a seus pais como se sente em relação a eles. Estou certa de que, apesar de tudo, eles amam você. Só não encontraram a maneira correta de demonstrar o que sentem.
Lisbela gostou da ideia. Assim, as duas foram para a casa de Joana. E assim, uma esperança começou a nascer no coração de Lisbela, que já não se sentia tão só.

Debhora Elisamar G. S. da Silva
Professora – Rio de Janeiro – RJ

Você gostou deste artigo? Ele foi publicado na resvista Aventura Missionária deste trimestre. E se você quiser saber mais sobre o tema, você pode ler o artigo “O príncipe que morreu de tanto mimo”, que se encontra na revista Você – Adolescente deste trimestre.

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Imagino que você, de uma forma ou de outra, já tenha começado a fazer perguntas deste tipo: Que curso devo escolher? Que carreira vou seguir? Que atividade vou exercer para o meu sustento?

Essas perguntas surgem muito cedo em nossa mente e, de certo modo, nos trazem inquietações. Descobrir qual é a nossa vocação e escolher a carreira que vamos seguir não é fácil.

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Diante da telinha

Há escolhas que são feitas apenas uma vez, ou poucas vezes, contudo elas são para toda a vida. Por outro lado, há escolhas que precisam ser feitas a todo momento, e elas são para um curto período de tempo. A escolha dos programas de televisão a que vamos assistir é uma delas.

Hoje em dia, para quase todas as pessoas, o melhor e preferido passatempo é a televisão. Muito atraente pelo movimento e pela cor, ela oferece, no entanto, muito lixo moral. As novelas, por exemplo, com seus casos de adultério, traição, engodo, sexo antes do casamento, comportamento grosseiro na família, trapaças, cenas de violência, e tantas outras inconveniências, vão poluindo a mente e prejudicando o caráter, sobretudo dos jovens, que estão em fase de formação.

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MR do Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acampamento de MR do Espírito Santo em 2011.

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