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A chegada de Dolly

Conversa entre amigos

Cheguei em casa com uma caixa grande. Abri a porta e coloquei a caixa no chão. Beibe, como é costume, estava a minha espera. Mas quando viu a caixa e o que estava dentro dela, ele perdeu totalmente o interesse em mim.

Ele examinou a caixa e o conteúdo. Ele cheirou. Ele demonstrou medo. Ele até chorou um pouco. Sabe o que estava dentro da caixa? Uma nova amiguinha para ele. Eu trouxe uma gatinha de 10 semanas para ser uma companhia para Beibe. Ela é branca, com pintinhas pretas. O nome dela é Dolly. Ela é tão pequenina.

Eu estava ansiosa para Beibe cuidar dela e ser o amigo dela.Mas nada feito. Desde o começo Beibe estava nervoso e inquieto.É que Beibe foi achado na rua com poucos dias de vida e foi alimentado por uma cachorra. Ele nunca esteve perto de outros gatos.

Quando eu trouxe Dolly para casa, ele não sabia o que pensar, nem como agir. Ela não era uma cachorra, nem um ser humano. A confusão e o medo eram visíveis nas reações de Beibe.

Nas primeiras horas, Beibe não chegava perto de Dolly. Depois a curiosidade tomou conta e ele tentou descobrir o que ela era. Finalmente ele chegou perto dela.Mas não era para ser amigo, não. Ele mordeu e arranhou a Dolly. Coitada!

Tão pequena e com o nariz já todo ferido!Beibe não aceitou Dolly porque ele sentiu medo, porque estranhou a presença dela em casa e porque ele não sabia como brincar com outro gato. Ele demonstrou “preconceito”. Ele não aceitou o outro porque não entendeu, não conheceu e sentiu medo.

Nós, as pessoas, demonstramos preconceitos quando não aceitamos pessoas que sejam diferentes. Pode ser que sejam de outra cor, outra idade, outro país, outra escola ou outra série na mesma escola, outro bairro.

Geralmente, não chegamos a arranhar ou morder as pessoas, mas soltamos piadas de mal-gosto sobre a pessoa ou ficamos zombando de seu desempenho ou aparência. Às vezes, por medo ou ignorância, não chegamos perto da pessoa diferente ou desconhecida para ser um amigo.

A Bíblia diz: “Meus irmãos… nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.” (Tiago 2.3) Há uma criança deficiente, uma criança solitária, uma criança diferente que precisa de sua amizade? Não aja como Beibe, com preconceito. Seja um amigo.

Até agora, não consegui fazer com Beibe e Dolly sejam amigos. Beibe está perdendo muitas brincadeiras gostosas, bem como uma boa companhia quando eu não estou em casa. Vamos torcer para que ele largue este preconceitos e descubra que é bom tratar todos igualmente.

Seus amigos, Peggy, Beibe e Dolly. 

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