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O dia 24 de dezembro, véspera de Natal, é dedicado aos órfãos. Nesta data, comumente comemorada em clima de confraternização familiar, crianças órfãs aguardam a chegada de uma surpresa, de um presente ou de uma visita, com um sentimento muito especial.Você pode contribuir para que o Natal destas crianças seja menos triste e solitário. Faça uma visita a um orfanato e leve brinquedos, roupas, donativos ou simplesmente um abraço, uma alegria ou uma palavra de esperança.

ESTER  

ester

A linda história de Ester está escrita na Bíblia, no livro que leva o seu nome, que significa estrela. Ela não tinha pai nem mãe, pois morreram e a deixaram órfã. Seu primo, Mardoqueu, a criou como filha.

Ester vence o “concurso de beleza” promovido pelo rei Assuero e se torna a a rainha do mais poderoso império do mundo. Seu primo a aconselha a não revelar ao rei que é judia.

Tempos depois um funcionário do rei chamado Hamã concebe um plano para exterminar os judeus. Mardoqueu pede a Ester que apele junto ao rei para poupar os judeus. Arriscando sua própria vida, Ester decide ver o rei e lhe revelar sua origem numa tentativa desesperada de salvar seu povo. Mardoqueu a convence de que ela fora chamada para sua alta posição por causa desse propósito.

Uma lei persa selada com o anel do rei não podia ser revogada, mas a pedido de Ester, o rei envia um outro decreto a todas as províncias dizendo que os judeus poderiam se juntar e se defender de seus inimigos.

No dia do fatídico acontecimento, os judeus derrotam os seus inimigos. O dia seguinte se transforma num dia de ceblebração e num feriado judaico chamado Festa de Purim.

Leia a história completa na Bíblia, no livro de Ester.

EUCLIDES DA CUNHA 

Euclides aos dez anos

Euclides da Cunha nasceu em 20 de janeiro de 1866, em Cantagalo, província do Rio de Janeiro. Aos três anos, ficou órfão de mãe e foi morar com os tios. No ano seguinte, perdeu a tia que assumira o papel de segunda mãe. Passou a viver com outros parentes, mudando algumas vezes de cidade e passando por vários colégios. Os Sertões é a mais famosa obra de Euclides da Cunha (1866-1909), que escreveu ainda Contrastes e Confrontos (1907); À Margem da história (1909) e Peru Versus Bolívia (1907), além de eventualmente fazer poesia.

OS DIREITOS DOS ÓRFÃOS 

Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entende-se por família natural a “comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes”. Quando o menor perde os pais, é encaminhado para alguma entidade, instituição ou casa de passagem como primeira medida. Após as determinações iniciais, o Conselho Tutelar, órgão permanente e autônomo, encarregado pela comunidade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança, encaminha o caso para o Ministério Público. Passado o processo pelo Ministério Público, a Justiça da Infância e Juventude é acionada e necessita ter conhecimento de todas as etapas enfrentadas pela criança para poder tomar as medidas cabíveis.

O órgão jurídico, por ordem, procura em primeiro lugar os avós, para que estes fiquem com a guarda do órfão; depois, na impossibilidade destes, os parentes mais próximos. No caso de não se encontrar familiares ou eles não terem condições de cuidar da criança, o judiciário inicia o processo de adoção. Conforme o estatuto, sempre que possível, a criança deve ser ouvida e a sua opinião considerada. Somente depois de esgotadas todas as possibilidades de recolocar um órfão em um novo lar, é feita a destituição do pátrio poder, ou seja, é declarado que a criança realmente está desamparada e então ela é colocada definitivamente numa instituição.

As entidades de atendimento, governamentais e não-governamentais, deverão, junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, manter registros das inscrições ou alterações para comunicar ao Conselho Tutelar e à autoridade judiciária. As entidades deverão oferecer instalações físicas adequadas, higiene, salubridade e segurança. As unidades são responsáveis pelo planejamento e execução de programas de orientação e apoio familiar, abrigo, liberdade assistida, semi-liberdade e internação. Quando são abrigos, a intenção é recriar uma vida em família, onde é dado atendimento individual e em grupo. Outra indicação dada é de não separar grupos de irmãos e evitar a transferência para outras entidades.

ÓRFÃOS DE GUERRA

 Madame Chiang

Madame Chiang Kai-shek, a glamourosa primeira-dama educada nos Estados Unidos que ajudou seu marido a governar a China e posteriormente Taiwan durante anos de guerras, levantes e tensões da Guerra Fria, morreu em sua casa em Nova York. Ela tinha 105 anos.

Por meio século, Madame Chiang foi um símbolo sólido de um sonho político, a reunificação de Taiwan e China sob um governo não-comunista. Mas entre aqueles que foram mostrar seus pêsames perante o caixão coberto de flores de Madame Chiang Kai-shek, em Manhattan, não estavam chefes de Estado e embaixadores. Ao contrário, o modesto grupo de luto era, sobretudo, formado por pessoas cujas vidas ela tocou intimamente, como os órfãos de Nanjing – crianças que perderam os pais em batalhas contra os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

Agora, com 60 anos ou mais, alguns deles aguardaram pela sua vez na fila, inclinaram as cabeças diversas vezes em direção ao escuro caixão de bronze, e cumprimentaram a sobrinha, o sobrinho e outros parentes de Madame Chiang. Depois, na parte de fora da capela, eles contaram como Madame Chiang construiu uma escola em Nanjing para mais de 300 filhos dos soldados mortos. Ela os visitava regularmente, levava-os a cerimônias religiosas e, algumas vezes, os colocava para dormir à noite.

Quando os comunistas exilaram seu marido – Chiang Kai-shek – e os Nacionalistas, em Taiwan, em 1949, ela mudou a escola para lá, e manteve contato com muitos dos órfãos pelo resto de sua vida. “Nós a chamávamos de Mama, e ela sempre dizia a todos, ‘Esses são meus filhos’” disse Flora Lee, falando por seu marido Gien-Feng Lee, um empresário aposentado de 68 anos, que estava ao seu lado, mas cujo inglês não era tão fluente.

Outro órfão, Dr. Howard Shiang, 65 anos – um pesquisador cardíaco no Hospital Monte Sinai – chorou quando contou como ele tinha planejado mostrar a Madame Chiang um estudo científico que ele havia apresentado em um conferência em Seattle. Ele queria que ela ficasse orgulhosa como qualquer mãe ficaria, mas então soube de sua morte. “A todo o momento, lembramos que tudo veio dela”, ele declarou.

Madame Chiang nunca teve um filho biológico morreu em 23 de outubro de 2003, em seu apartamento na Gracie square, no nordeste de Manhattan. 

ÓRFÃOS DA AIDS

africa

Em meados dos anos 80, a Uganda sofria com a devastação causada pela guerra civil. A conseqüência: milhares de mortos e um número ainda maior de crianças órfãs. Nesse contexto surgiu a Uweso (Uganda Women Effort to Save Orphans), entidade que tenta, desde então, dar assistência e condições de vida aos milhares órfãos da guerra.

Mais de quinze anos depois, a guerra civil cessou. A Uweso continuou o seu trabalho de ajuda das crianças órfãs. Entretanto, o motivo não é mais a guerra, mas sim algo mais cruel e devastador: a AIDS, aliada ao descaso mundial, não apenas com o pequeno país, mas com todo o continente africano. Em 2000, os órfãos ugandenses somavam 1,6 milhão num total de 22 milhões de habitantes. Em um ano, dois milhões de adultos morreram da doença. E os números tendiam a aumentar.

Para alertar o mundo para tal tragédia, a ONU decidiu chamar o diretor iraniano Abbas Kiarostami para registrar o trabalho da Uweso. O resultado pode ser visto no documentário ABC África.

aids 

Em 2010, os órfãos da epidemia de HIV/AIDS podem chegar a 25 milhões, sendo que quatro em cada cinco destas crianças encontram-se na África Subsaariana, afirma o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Estima-se que hoje o número de crianças que perderam sua mãe ou seu pai – ou ambos – devido à AIDS seja de cerca de 14 milhões. 

PRÊMIO NOBEL 2003 DAS CRIANÇAS

Oficialmente,a distinção é conhecida como “o prêmio das crianças do mundo pelos seus direitos”. 288 mil crianças, em 26 países, elegeram os laureados do prêmio Nobel de 2003, um sudanês e uma burundesa.

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O sudanês, chama-se James Aguer Alic e como se pode ler no Jornal Tageszeitung de Berlim, há 13 anos que combate a escravatura infantil no Sudão. Um combate que o levou à prisão 33 vezes, mas pôde libertar 2 mil crianças.

maggy

A co-laureada deste prêmio, Marguerite Barankitsé, deu um lar a 10 mil órfãos da guerra no Burundi. Ela criou orfanatos, ou mesmo cidades inteiras para órfãos, ou então encontrou um lar para as crianças que perderam os pais na guerra no Burundi.

É verdade que isso não é mais do que uma gota de água no Oceano, na medida em que existem no Burundi 600 mil órfãos de guerra, ou seja 10% da população.Com 30 mil euros que ganhou com o prêmio Nobel das crianças, Maggy Barankitsé, continuou a financiar este trabalho, mas para ela o sucesso só será total quando conseguir encerrar o último orfanato.

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